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Eu não sei, eu não sei.

  Será que você ainda irá me amar quando eu não for mais jovem e bonita para você? Eu não sei, eu não sei. Será que ainda serei sua rainha quando meu castelo desmoronar? Eu não sei, eu não sei. Será que você ainda estará de pé quando eu for uma tempestade para você? Eu não sei, eu não sei. Será que você ainda me amará quando nem eu mesma me reconhecer? Eu não sei, eu não sei. Será que você aguentará meus maus dias sem me julgar? Eu não sei, eu não sei. Será que você segurará minhas mãos quando eu pedir para soltar? Eu não sei, eu não sei. Será que você vai aguentará ver meu rosto quando estiver com os meus fantasmas? Eu não sei, eu não sei. Será que você que ainda irá me amar quando meu mundo parecer escuro e não conseguir enxergar?   Eu não sei, eu não sei. Será que você não quer se aprofundar com medo de se afogar?   Eu não sei, eu não sei. Será que você aguentará minhas águas profundas ou preferirá na superfície nadar?   Eu não sei, eu não sei. Será quem aguentará...

Aqui, agora, amanhã, além.

O que temos hoje é essa vida, que não permite ensaios Então se perder ás vezes será necessário. Por isso precisamos lembrar de viver o aqui e o agora Lembrar que a nossa vida pode mudar em um instante E um instante poderá te fazer repensar por toda a vida. Ao passar do tempo percebemos que a vida é curta demais para se preocupar com algo que ainda nem aconteceu. Então aprenda a amar cada fase dela e não tema passar por nenhuma delas Acredite em mim, todas elas são importantes. Sejamos honestos com nós mesmos. Preocupa-se com o tédio, mas não perca tempo se preocupando com coisas que você não pode mudar e mude o que puder. Termine um relacionamento ruim, pois você não pode mudar a outra pessoa. Ame hoje, se apaixone perdidamente. Diga mais o quanto ama, pois amanhã poderá ser tarde. Seja gentil com os seus pais, afinal é a vez deles viverem também. Esqueça os estereótipos que a sociedade nos impõe Encare o envelhecimento de forma positiva, afinal faz parte da vida e não sofra tentando e...

Na estação de trem

Na estação de trem Abraços de chegada e abraços de saída Uma escolha de caminho, a mudança de uma vida  Acontece um primeiro beijo ou também um de despedida  Na estação de trem  Encontros e reencontros  Encontro marcado ou talvez um bolo  Suspiros de saudade ou de dever cumprido  Quantas possibilidades naquelas telas azuis  Desbravar o desconhecido ou deixar esquecido? Na estação de trem  Um adeus e nunca mais ou um até logo Um atraso que interrompe ou que te livra  Será mesmo uma viagem perdida? Na estação de trem  Uma viagem remarcada  Um sonho que realizou  Borboletas no estômago Será nervosismo da viagem ou será amor? Na estação de trem  Uma primeira viagem no desconhecido ou várias delas para o mesmo destino O destino será que existe? Ou somos nós que escolhemos? Na estação de trem Um trem que vai um trem que vem  Leva a saudade ou até um nunca mais  Pode trazer felicidade de momento  Ou momento de Paz....

Após a eclipse. Um riso

  Um riso, um choro, um abraço, um calor Na fúria, nas veias, o sentido, o sabor São rimas, são frases, é alma, sem pavor Sem sentido, com sentido, vazias ou o que for   Eu sinto, me entrego, aguardo, resguardo Tão incompreensíveis minhas rimas Que fluem, que voa, que saem e ecoam Sou mel, sou fel, sou riso Arrisco, me arrisco, e petisco   Meu drink, eu brindo Sou livre, sou leve, sou isso Sou corpo, alma e espírito Em mim, resido   Meu céu, seu céu, nosso mar Meu canto, ecoa, sabiá Me apago e incendeio Sou brisa, sou espelho Meu eu, meu tudo, sou presente e não futuro.

Percorre-me (parte 2)

  Ela prefere se perder nos desejos de seus olhos Do que privar-se de afogar nas águas profundas desse mar Prefere sentir o seu corpo arder Cada vez que suas quentes mãos na pele dela tocar   Na fúria de desejos impublicáveis Na loucura ousadia é somente a vida Eles se entregam e se perdem  Pois ela não gosta de banho-maria   A descubra fazendo-a sentir-se única Bate forte o coração saindo pela boca Ouve, sente e dança a música  Ela é ar e ele é água É mistério e harmonia E juntos formam uma intensa sinfonia  Magia, sorria, a mente gira Embebece na paixão na loucura sintonia O momento é agora  Amanhã é outro dia.  

Percorre-me (parte 1)

  E antes de tudo ela se compraz Ao som da música ao fone de ouvido Imagina explorar o espaço seu   Pétalas vermelhas  No encontro disfarça ardente Pacientemente No desvio do olhar no guardar dos seus segredos Segura-se    Ela se deixa levar No comando cortinas abrem-se para o espetáculo começar Ela deixa-o protagonizar Segura-se O show não pode acabar Ela quer que dure o tempo Não sabe quando reencontrar   Percorre pétalas vermelhas Tece em leves ritmos  Sorriso de olhos fechados  Desejo nada amigo   Não o invade É paciente e o aguarda Ela o explora Quer estar somente ali Ela só quer ouvir ele dizendo “você é minha” Bem, você sabe, que...          

Chamas ao vento

  Por onde anda você? Passeias onde não ando Andas sem eu te ver Encontra em outros encontros Me perco de vista você  Tenho vontade de ver-te, mas não sei como acertar Não me chamas pelo nome, não pulsa o pulsar   Por onde anda seus lábios, será que em outro lugar? Queria me aquietar, sigo na escrita para ver à vontade passar.   Por onde anda seus pensamentos, que não vem me aflorar? Me acendo e afugento, no caos eu vou morar Sonho dormindo acordada  Teu sorriso e tua voz ouço na madrugada  Pelos ecos do espaço soa, ecoa  Pelos arrepios da pele, sinto, a força   Explodo de vontade Me seguro, mais uma vez Sou uma vela em chamas ao vento Vento de chuva forte  Sou o clarão, eu acendo   Me derreto quando existe um gesto teu Tola de coração quente  Aqui estou eu Imagino a gente,  lugares e jeitos diferentes   Mas não exijo nada de você  Nem intensidade, nem reciprocidade  Pois iss...

imensidão talvez sim talvez não

Consigo ouvir a minha respiração Parece mais lenta e ritmada Ritma com as batidas do meu coração Assim, são contadas Cigarras e insetos da noite, posso ouvir Buzinas de carros, sirenes e outros motores O vento bate em meu rosto, quente e ao mesmo tempo fresco Forço minhas vistas no horizonte escuro Tento enxergar a última luz que poderia ser vista Que imensidão... Consigo esvaziar a minha mente por uns segundos São poucos, pode ser, mas consegui alguns segundos Estou orgulha de mim mesma. Respiro... Quero voar como os pássaros ao amanhecer Que brincam em meio a aurora da manhã Que banham nas águas nos rios e alimentam seus filhotes Que colhem os melhores frutos e aproveitam os seus dias Respiro... Sinto o cheiro de terra molhada e de café passado Brinco com meus bichos e corro como um bicho Sujo meus pés, minhas roupas, minhas mãos e meus cabelos Me jogo ao chão, e fico olhando as nuvens de algodão Que imensidão... Banho de chuva quero toma...

Mais um rabisco da madrugada

Agora são meia-noite e 44 minutos Já não é mais sexta-feira E me sinto tão só, mas tão só Como é injusta essa vida De dar e tomar Eu estava tão bem, mas tão bem E agora não mais me reconheço. Minha cabeça, está uma loucura  O único jeito de suprir esses pensamentos, é trabalhando e estudando, pesquisando arquivos científicos chatos, mas tão necessários Preciso me ocupar Não posso me distrair. Vontade de excluir tudo o que me distrai Vontade de me “casular” para sempre Será que isso vai passar? Odeio ficar atoa e rever fotografias Odeio ter vontade de arquivar tudo e sumir Odeio ter vontade de esquecer tudo e seguir em frente Parece que estou traindo tudo o que um dia eu amei e dediquei Parece que todo o meu esforço foi em vão, jogado no lixo, jogado ao chão  Sei que dizem que sou jovem e cheia de oportunidades pela frente Mas, estou exausta  Eu amo demais, me entrego demais, me doou demais Não quero perder mais ninguém Tenho med...

Se não consegue me ter. Então, me deixe.

  Me deixe. Eu blefei com você, eu sei. Fingi dar conta de entrar nessa sem me importar E naquele poço no qual estava, só gritei por socorro Atendi ao teu chamado, mas blefei Você agiu com educação, somente isso, ou estou errada e eu confundi tudo?  Me senti especial de novo Que tola. Abri meus braços, me dei espaço, te dei espaço, senti, esperei, agi, demonstrei Foi esse o meu erro? Blefei. Tentei ser de pedra, tentei viver o momento, tentei ser duas pessoas, mas perdi o jogo Eu tentei voltar atrás e tirar minhas máscaras, eu tirei Você viu a minha verdadeira face, mesmo me escondendo nas sombras Eu disse que ninguém me entende, ninguém me compreende Poxa vida, será que vai ser assim para sempre? Estou tão cansada... Tão cansada... Será que tenho que desistir disso? Lá vai eu de novo cometendo o mesmo erro... De apenas agir com o coração e ser de verdade De aceitar e topar o teu chamado, sem medo do teu julgamento Mas será que você me t...

Não é um domingo qualquer, será que a Lua?

    @andreia_confusa_965 Você já chegou em uma fase da sua vida, no qual pensou em voz alta: “- Ah, a minha vida está uma bagunça...?”. Pois é, estou vivenciando isso, nesse exato momento. Mas até que, é uma bagunça que já faz parte de mim, e meio que, estou acostumada com esse redemoinho de confusões. Da minha bagunça, sempre cuidei e me virei, porém, venho pensando se é justo deixar com que outras pessoas entre nela, novamente. Afinal de contas, na realidade mesmo, ninguém nunca me entendeu. Algumas pessoas me conhecem, melhores do que outras, mas o Eu completo, somente, Eu. Sou perdida, confusa e indecisa demais. Às vezes me esforço para ser diferente disso, às vezes tomo decisões, mas são quando tento não pensar demais, e só agir. Porque, meu amor, se eu parar para pensar, de duas uma: ou desisto por medo, ou fico em cima do muro. Viu aí, tô dizendo... Como aconteceu já em outras das minhas novelas, eu cedi, me rendi. Para mim, é mais “fácil” cuidar dos problemas dos out...

Ouve meu silêncio!

Por que os sentimentos existem para nos torturar? O afeto trás conforto engano, que nos cega com desespero. Quanto mais o tempo passa, Meu silêncio se enaltece com apego Faz barulho nas entrelinhas da minha mente, Traz orgulho despertar no beco.   Minha melhor aliada a solidão Horas de amargura me entende Enxuga o suor dos olhos enquanto estou no chão c om palavras sem sentido, abraça-me E no desejo insano persegue-me   Solte minhas algemas, liberta-me a vontade do poder Será que terei que sair a procura pelo “Wilson”? Fica parada pensando, esvaindo minha mente, sem sofrer Busco no deleite ombro amigo Porque nessa ilha que fico a deriva Sobrevivência é meu refúgio Ligamentos que sustentam minha vida   Cúmplices estrelas ofuscam em meu céu Livra-me da cólera que tenta me assolar, Diga-me que terei um mar de mel Me desperta apenas e venha aliviar Das ranhuras dessa dor, de gosto de fel Susanne,2014

Janela do meu jardim!

Isso tudo está apertando minha voz trêmula. Ultimamente venho pensando nos novos antigo medos do passado, Oi? Maré ruim vai passar. Pergunto-me o por quê do bom passar depressa, sem pressa, nem prece. Pecado devaneio me abala e cega, Ás raízes arrancadas e replantadas em outras terras. Sim, não sei cuidar das plantas. Todas secam e morrem. Há, mas aquela em meu jardim faz de tudo pra vê-la feliz. Sol virar noite, pra refrescar na cabeça ás flores, durma em paz. Se eu pudesse, como queria. Não mais preto e branco que tanto me chama, mas dou minhas costas. Não mais cordão que pesa, nos olhos negros, verde e rosa. No, alone in the dark! Será que não mereço, será que sim, não sei. Ele merece. Mais que eu. Troco meus dias felizes, para que ele viva os meus. Só não me deixe só. Susanne, de hoje.

Brisa e Suspiros!

O conforto grita sucinta alegria, E o silêncio da noite fala aos meus ouvidos, sussurros mútuos acalmam-me. Seja a ajuda recíproca e libertação. Sem condenação. Que a cumplicidade reine, pois a vida é difícil sem afetos. Um oásis se desfaz em miragem, o entendimento desprende do tempo, trazendo a companhia sem julgamentos. A presença como um todo, pois a solidão é demasio vasta para quem se atreve a andar a sós. Que não haja prisão, e que não sejam muletas, e nem enfermaria. Mas seja vivo o acalento, com tempestades de areia para o fortalecimento. Uma bela rosa tem espinhos, mas todos querem um jardim florido. Que as transformações tragam o companheirismo, sem distanciamentos. Que seja amigo, e a ternura brisa e suspiros. Seja dinâmico e aconchegante, porém, sem acomodações para que o tédio não devore. Briga, grite e chore. Deseje, entenda e aceite. Negue, escute e fale. Ou apenas, abrace! Susanne